Sobre a RockCine

Desde sua origem, o cinema esteve ligado à mais antiga das artes: a música. Há quem garanta que, mesmo antes de desenvolver uma linguagem mais elaborada, o ser humano já cantava. Como os humanos, os filmes também não falavam em seus primórdios, mas lá estava a música, executada ao vivo por um anônimo pianista ou por qualquer outro meio. O que veio a apoiar, contextualizar e até explicar as imagens para plateias ainda não acostumadas aos novos códigos visuais. Luís Buñuel conta em sua autobiografia, “Meu último suspiro” que, em Calanda, sua aldeia natal na Espanha, houve gente que caiu da cadeira ao ver um travelling (as pessoas não entendiam como um homem podia “crescer” na tela). Existem relatos das primeiras apresentações dos irmãos Lumière que descrevem o pânico gerado no público pela imagem de um trem que se aproximava da câmera (muitos fugiram da sala derrubando tudo).

Com o tempo, a jovem arte cinematográfica ganhou público e passou a ser respeitada. A linguagem se sofisticou e, ao mesmo tempo, foi ficando mais e mais popular até se tornar amada por todo o mundo. Seus astros se tornaram glamourosos milionários.

Mas por que Rock e Cinema? Rock-e-cinema-sobre-Blog-RockCine

Poderíamos falar de crise econômica, desemprego, inflação, corrupção, crise política e tantas outras coisas importantes. Mas esses assuntos têm servido muito mais para exacerbar posições (de todos os lados) e dividir opiniões, afastando as pessoas e gerando ódio, ressentimento, rancor.

Então por que não investir numa área que aproxime e lembre que somos capazes de criar coisas que valorizam nossa própria humanidade? E sem acabar com o poder de análise e crítica da realidade.

Só a arte faz isso e rock e cinema são suas únicas formas absolutamente populares.

O fim da Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria transformaram os EUA numa potência, que incentivava a indústria cultural e o consumismo para negar os valores socialistas defendidos pela União Soviética. Havia bastante dinheiro, mas também sobrava medo de ataques de mísseis que destruíssem tudo num piscar de olhos. As canções de amor ainda dominavam o rádio, mas os filmes já tinham monstros, criados pela radiação atômica, invadindo as cidades – prenúncio dos zumbis que invadiriam as telas mais tarde.

Tudo isso desembocou numa novidade. De repente, não existiam mais só crianças e adultos. A juventude era convidada a se expressar e, principalmente, a consumir, o que marcaria o mundo de forma permanente.

Nesse novo contexto, os jovens não queriam mais repetir o que as gerações anteriores tinham feito. Nascia uma rebeldia que, mesclando referências, incitava à mudança, disseminando uma nova maneira de ver o mundo.

 

A marca rebelde A-marca-rebelde-sobre-blog-rockcine

Essa nova visão de mundo logo seria encampada tanto pelo cinema quanto pela música.

Nas telas, veríamos um tipo de filme que se afastava muito dos clássicos dos anos 40. As personagens principais, agora, eram jovens desajustados, delinquentes ou injustiçados que se chocavam frontalmente com a sociedade estabelecida. Marlon Brando, James Dean e Paul Newman encabeçavam uma geração que tinha uma maneira nova de atuar, trazida do teatro de Nova Iorque e do Actors Studio – a famosa escola que aplicava o método de interpretação do russo Konstantin Stanislavsk na América. Rapidamente eles se transformaram em ídolos.

Enquanto isso, o rádio começava a tocar uma música revolucionária. Ela não era exatamente nova, seus sinais podem ser encontrados já em gravações das primeiras décadas do século, mas foram meninos brancos que apresentaram às grandes cidades essa mistura de ritmos negros – como o blues, o gospel e o rhythm & blues – com o country e, mesmo numa sociedade muito marcada pela discriminação racial, ganharam espaço. Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Bill Haley foram alguns dos garotos que colocaram o mundo na Era do Rock.

Rockcine

Com o tempo, o Muro de Berlim caiu, a União Soviética acabou e tanto o rock quanto o cinema pop se espalharam pelo planeta. Hoje há grupos de rock e cineastas em todos os países. A Rússia tem seu heavy e seu punk rock e a Nigéria uma produção de filmes independentes maior que a americana ou mesmo que a de Bollywood.

Não há lugar sem amantes de rock e cinema.

Os comunistas do leste europeu – e do resto do mundo – nunca entenderam essa força. Esse Soft Power, como é chamado hoje, foi determinante para a vitória da visão ocidental e da cultura pop.

Por tudo isso – e muito mais – criamos este espaço, um canal de comunicação e discussão de tudo que se refere ao mundo do rock, do cinema e do pop, em geral, para um público tremendamente variado em todos os sentidos.

Há quem não concorde em nada na vida, mas se defina como fã de cinema e rock.

Essa é a nossa tribo.

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5 comentários sobre “Sobre a RockCine

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