Vingadores: Ultimato

O filme que deu o desfecho da saga MCU dos últimos 10 anos sem dúvida causou alvoroço no mundo todo e no Brasil não seria diferente. Muitas salas de cinemas lotadas por mais de duas semanas se emocionando, vibrando e claro dando a maior bilheteria já vista em terras tupiniquins. Confira agora os comentários que  Ronaldo Gomes da Rockcine fez sobre essa produção Inevitável!!

Vingadores, o tsunami do cinema

A estreia de “Vingadores: Ultimato” teve nas bilheterias um efeito quase tão avassalador quanto a ação de Thanos no filme anterior.

Aqui, houve até protesto de produtores nacionais devido a ocupação de mais de 80% das salas de exibição do país (nos EUA ficou perto de 10%). A polêmica era quanto ao direito do público de escolher o que ver. Quando um título está em mais de metade das salas, explicam especialistas, as pessoas desistem de procurar outro espetáculo. Mas é claro que os exibidores estão focados no lucro e não nos direitos de ninguém.

Menos de duas semanas foi suficiente para render mais de US$ 2 bilhões, o que coloca o filme como a segunda maior bilheteria da história. “Avatar” (2009), de James Cameron, alcançou US$ 2,788 bilhões, mas levou 47 dias para completar o segundo bilhão.

Avengers vs Avatar
Avengers vs Avatar

É uma daquelas situações em que é impossível passar ao largo, mesmo para quem odeia tudo que diz respeito a cultura nerd ou geek. Como no caso de “Game of Thrones”, se você não sabe do que se trata, não vai entender grande parte dos comentários e piadas das redes e, na próxima festa, corre o risco de ser visto como um alien recém entrado na atmosfera terrestre.

Para a maioria dos terráqueos plugados, no entanto, chegou a hora de conferir qual das teorias mais se aproximou da solução dada pelos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely e poder parar de fugir do convívio social para escapar dos spoilers.

Christopher Markus e Stephen McFeely
Christopher Markus e Stephen McFeely

Drama épico

A última parte do mais longo, ousado, caro e complexo projeto cinematográfico de todos os tempos dura mais de três horas. Mas é menos grandioso que o episódio anterior, o que não é ruim.
O filme começa de forma discreta, com uma cena quase doméstica. Poucos minutos depois, quando o título aparece na tela, indicando que a ação deve deslanchar, a reação da ala mais fanática da plateia já é entusiasmada.

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Clint Barton e Filha

Mas a história não se torna um vórtice. Ela se desenvolve equilibradamente, no ritmo do drama existencial e ético dos heróis que sobreviveram à catástrofe causada por Thanos.

Todos se perguntam (e uns aos outros) como foi possível chegar a esse ponto enquanto se sentem culpados por terem sobrevivido. Mais uma vez, Capitão América e Homem de Ferro comandam o enredo, puxando as rédeas em sentidos contrários, como sempre.

Capitão América vs Homem de Ferro
Capitão América vs Homem de Ferro

A direção dos irmãos Russo é muito segura, num roteiro bem amarrado sobre uma história que se desenvolve num crescendo, repleto de aventuras e bom humor, como se espera que ocorra com heróis pop, mas sem os exageros que, cada vez mais, assolam os filmes de ação.
Aos poucos, tudo se encaminha para o inevitável desenlace, sem os excessos de batalhas e efeitos grandiosos comuns ao gênero.

Quase todos encaram situações pessoais bastante emocionantes. Há até uma revisão (in loco!) de ações passadas. Esse aspecto da história leva alguns dos personagens a repensarem seus relacionamentos pessoais e com o mundo.

Irmãos Russo Marvel
Irmãos Russo – Diretores

Olhar sobre o passado

 Ultimato é o ponto culminante de uma tendência ao amadurecimento que já vinha acontecendo em filmes anteriores, como “Homem de Ferro 3 (2013), “Vingadores: Era de Ultron” (2015) e, principalmente, “Capitão América: Guerra Civil” (2016).

Parece que o desenvolvimento da grande saga dos super-heróis da Marvel deu segurança suficiente a diretores e roteiristas para, ao mesmo tempo em que abandonam os apelos mais baixos e fáceis à resposta imediata do público, entrarem em discussões mais sérias e atuais.

Civil War Black Panter
Capitão América: Guerra Civil

O grande e melhor exemplo disso é, sem dúvida alguma, “Pantera Negra” (2018), que passa por questões que vão de feminismo e discriminação aos efeitos, até hoje deletérios, do colonialismo, chegando à oposição entre globalização e nacionalismo isolacionista. Ninguém defende tese, é evidente, mas foge do mero escapismo e dá consistência à trama.

Mulheres-Pantera-Negra
Mulheres-Pantera-Negra

Isso tudo permite que o último ato da saga encerre o ciclo com sobriedade. Claro que temos tudo que o gênero exige, como piadas, sustos e reviravoltas, mas sem a obrigação de intoxicar a plateia com batalhas e perseguições infindáveis.

Embora não deixe tempo ou fôlego para indagações sobre paradoxos espaço-temporais, a própria história, diante de toda a expectativa gerada, libera os personagens para se firmarem, centrados em suas individualidades e aponta para uma nova fase, onde todos possam começar de novo.

Ao contrário dos anos 1990, quando os quadrinhos começaram a ser adaptados para o cinema de forma mais séria, mas apresentavam enredos bem mais simples e infantis do que as HQs em que eram inspirados, podemos dizer que hoje o universo cinematográfico Marvel se aproxima da maioridade.

MCU
MCU 10 Anos

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