Confira como foi o Lollapalooza Brasil 2017

Nossa equipe de parceiros da RockCine esteve presente no Lollapalooza Brasil 2017, um dos maiores ventos de música no país que agitou 190 mil pessoas no autódromo de interlagos. Confira como foram os detalhes do evento.

Curtindo o Lolla…

Bastava pegar o trem para entrar no clima. Destino: Estação Autódromo, a 850 metros das pistas de Interlagos. Nuvens negras de camisetas avançavam pelas ruas. Cabelos coloridos, anéis e tatuagens não deixavam dúvidas: toda essa gente trocou a vibração das corridas pela emoção que vem dos palcos. O fim de semana seria dedicado à música alternativa, em especial ao rock. E ninguém queria perder nenhum lance do Lollapalooza 2017.

Quem não se produziu como queria em casa teve uma última chance a caminho do autódromo. Muitos acessórios eram oferecidos pelos ambulantes: tiaras de flores ou com chifre de unicórnio, “pochetes antifurto”, baterias genéricas de celular – pra ninguém ficar na mão na hora do selfie, “ósculo” de sol de várias cores, capinhas de chuva para pagamento na máquina moderninha.

Para um público calculado em 190 mil pessoas, os quatro palcos do Lolla este ano reuniram 47 atrações. Missão impossível querer ver todos os shows! Para quem não é especialista em música, como eu, o jeito foi fazer um mix do gosto pessoal e da vontade de conhecer algo novo e de ver quem já fez história.

Line Up Lollapalooza Brasil 2017

Sábado no Lollapalooza

Primeira parada: palco Skol, para ver a banda que mais se apresentou no Lolla no Brasil: Cage the elephant. O grupo norte-americano de rock nostálgico, com referências aos anos 90, manteve a tradição: levantou o público que, sabendo ou não inglês, tinha as letras na ponta da língua. O irrequieto vocalista Matt Shultz deu um show à parte. Desceu do palco várias vezes, para abraçar fãs e se atirar na multidão, levando os seguranças quase ao desespero.

Cage the elephant - Lollapalooza Brasil 2017

Ainda pouco conhecido por aqui, The 1975 trouxe o pop-rock adolescente a Interlagos.

The 1975 - Lollapalooza Brasil 2017

A banda de Manchester busca inspiração nos anos 80, o carismático vocalista Matt Healy usa até camisa de renda… Mas a versatilidade também é marca do grupo, que faz sucesso na Inglaterra e que, pelo visto, já conquistou uma legião de fãs no Brasil.

Agora… pausa para o lanche! Hora de testar a pulseira eletrônica, usada pela primeira vez no Lolla como passaporte de entrada e de consumo – só carregando créditos dava pra comprar produtos no festival – desde camisetas, bonés, posters até comidas e bebidas. Um esquema bem prático, sem dúvida, mas que não evitou as enormes filas nos caixas. Talvez pela visível redução dos vendedores com carrinhos que circulavam pelo autódromo nos anos passados.

Público Geral - Lollapalooza Brasil 2017

Outra questão importante, a econômica: crédito não consumido, pelas regras dos organizadores, tem devolução garantida, só que descontada uma taxa de 5 reais. Como se já não bastasse ter que pagar a tal taxa de conveniência na maioria dos postos de venda dos ingressos. Enfim, feito o desabafo, show must go on!

No ritmo do rap, Criolo passou o seu recado de protesto. The XX criou um clima intimista para a multidão. The Chainsmokers ocuparam o palco Axe para tocar música eletrônica.

Metallica - Lollapalooza Brasil 2017Mas o maior impacto do dia, sem dúvida, foi provocado pelo potente som do Metallica. Centenas de fãs de carteirinha passaram o dia inteiro no palco Skol, só para garantir um
bom lugar para o show, que começava às 9:30 da noite. Foram mais de duas horas de heavy metal, que levaram o público ao delírio. Alguns repetiam pra si mesmos: “Não acredito, estou no show do Metallica”. Motivos não faltaram para o vocalista e guitarrista James Hetfield ter declarado que tocar no Brasil é uma festa, uma celebração.

A origem do Lollapalooza

O festival foi criado em 1997 por Perry Farrell, vocal do Jane’s addiction, para a turnê de despedida do grupo. Retomado em 2003, o Lolla acabou atravessando as fronteiras americanas. Desde a sua origem, tinha como missão abrir espaço para as bandas undergrounds, que fazem música alternativa – os vários estilos de rock, pop, rap, indie, grunge, punk, entre outros.

Mas por que Lollapalooza? A palavra quer dizer “algo ou alguém extraordinário”, que depois passou também a ser usada no lugar de lollipop (piriluto). Pela sonoridade e duplo sentido, foi escolhida por Perry para dar nome ao festival.

Cartazes Lollapalooza

Hoje a tenda dedicada à música eletrônica, leva o nome dele: é o palco Perry’s, que cresce a cada ano de tamanho pelo grande número de atrações. Só esse ano foram dezesseis, com destaque para Martin Garrix, Marshmello, Oliver Heldens, entre outros.

Domingo no Lolla

Catfish And The Bottlemen - Lollapalooza Brasil 2017A caminho do palco Onix, para ver Catfish And The Bottlemen, a voz suave da cantora Céu era mais uma prova da diversidade de estilos. Os rapazes do Catfish chegaram ao Lolla com uma credencial e tanto: a banda mais empolgante desta década no Reino Unido. Criada em 2014 pelo cantor e compositor Van McCann – um garoto sardento de olhos verdes – já tem muitos fãs por aqui. O som, que atinge em cheio os jovens, contagiou a galera em sua primeira apresentação no Brasil.

Duran Duran - Lollapalooza Brasil 2017

Duran Duran está na lista dos clássicos do pop-rock e não dava pra perder. Muita gente, de todas as idades, pensou assim. Por isso o palco Onix ficou com público a perder de vista. Afinal, eles já fizeram música até para o 007! E provaram que ainda têm muito gás…

Só que é preciso abandonar o show antes do fim, é o preço que se paga para conseguir um bom lugar num outro show que vai começar num outro palco, a vários metros de distância. No caminho, ainda dava pra ouvir mais um clássico do Duran Duran e uma menina lamentava: “Saí bem na hora da minha música preferida!”

Two door cinema club - Lollapalooza Brasil 2017

Chegou a vez dos irlandeses do Two door cinema club. Impossível ficar parado com o rock dançante com sabor indie. O número de interessados no show surpreendeu o vocalista, Alex Trimble, que parecia não acreditar no que via: toda a área em torno do palco tomada por gente que conhecia as músicas e cantava junto. A atriz Bruna Marquezine e até Ronaldo, o fenômeno, estavam lá pra conferir o som do grupo. O jogador apareceu no telão e o povo começou a gritar: Ronaldo, Ronaldo… A banda, é claro, não entendeu nada… Quer outro sinal do sucesso? As camisetas do Two door esgotaram na lojinha do Lolla! Não é à toa que o grupo encerrou dizendo que quer voltar ao Brasil.

Área de descanso - Lollapalooza Brasil 2017

Dava pra descansar um pouco nas redes e tendas montadas entre um palco e outro. Tinha também balanço, tabacaria, até barbeiro… Mas não há tempo a perder…

Melanie Martinez - Lollapalooza Brasil 2017Próximo show: Melanie Martinez. Realmente algo muito diferente. Usando elementos infantis, acompanhada de dois músicos vestidos de coelhos, ela fala de sentimentos em tom dramático com acordes que lembram uma caixinha de música. Tem apenas um cd gravado, que chama de conceitual. Mas já tem um público cativo: adolescentes que sabem as letras de cor, que cantam e choram ao mesmo tempo. Enquanto isso, em outro palco, The Weeknd botava todo mundo pra dançar, no maior alto astral.

The Strokes - Lollapalooza Brasil 2017The Strokes encerrou a maratona do Lolla, com um rock inabalável, até diante da chuva que chegou mas durou apenas alguns minutos. De óculos escuros, mesmo à noite, Julian Casablancas cantou sucessos recentes e de algum tempo atrás. Sem qualquer cerimônia, num momento do show, os músicos deixaram o palco – talvez pra comer pamonha ou pão de queijo, brasileirices que a banda adora! A apresentação também terminou de repente e sem despedidas. Será que é o fim? Todo mundo perguntava. E era mesmo.

 

Surgiu então aquela assustadora multidão, vinda de todos palcos! Como é que todo mundo vai conseguir voltar pra casa? Ainda bem que a organização também surpreendeu. Tinha saída indicada no autódromo para ônibus, táxi e serviços de aplicativos. Outros caminhos levavam para a estação da CPTM, onde a entrada era feita em pequenos grupos, para facilitar o embarque. Tudo tranquilo.

No caminho para a estação, os mais famintos encontravam um cardápio bem variado: cachorro quente, vários tipos de churrasquinho, esfihas quentinhas no isopor e até pizzas inteiras, já cortadas em pedaços.

Ah, que pena, o Lolla acabou… Mas as músicas ainda estão na cabeça, nos vídeos gravados pelo celular…  Nada melhor do que dois dias cantando e dançando pra dar esse cansaço bom, que lava a alma da gente e só acumula energia positiva – fórmula infalível para recarregar as baterias e tocar a vida.

RockCine no Lolla

Fátima Ugatti, jornalista

Lia Coaquira, estudante de arquitetura

 

 

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