Show poderoso do Guns n’ Roses com volta de Slash

O show tão esperado da banda Guns n’ Roses foi um momento muito especial para os fãs. Denis Vini da RockCine estava lá e como bom fã conta como foi essa experiência.

Do DVD duplo ao show em São Paulo

Um pouco da minha experiência vendo o Guns n’ Roses ao vivo

O primeiro DVD que eu tive, lá pros meus 13 ou 14 anos, foi o duplo Use Your Illusion do Guns n’ Roses, gravado em Tóquio em fevereiro de 1992. Sabia cantar o show inteiro e, por conta daquele show, a banda se tornou minha favorita e o Slash o meu ídolo musical. Só que, naquela época, aquela formação já não existia mais e o Guns foi sumindo cada vez mais do cenário mundial.

Guns n’ Roses 1992

Rumores de que a banda poderia voltar com a formação original apareceram e sumiram o tempo todo desde minha adolescência até o começo desse ano, quando Axl, Slash e Duff tocaram juntos no festival Coachella e criaram um barulho imenso na mídia.

Guns N Roses Coachella Festival 2016

11 de novembro de 2016. Essa foi a data em que eu pude, enfim, ver 3 dos meus ídolos da adolescência, ao vivo, tocando juntos novamente. É essa a experiência que quero dividir aqui com vocês.

Guns n Roses São Paulo 2016

Era uma sexta-feira. O show estava marcado para as 21h, mas o que a gente ouvia dizer no rádio era: “os organizadores mandaram os fãs se prepararem para um baita atraso, pois isso faz parte da história da banda”. Enfrentei o trânsito de São Paulo, cheguei no estádio por volta de 19h, encontrei meu amigo e entramos para o show por volta de 21h15. Não houve um baita atraso e era exatamente 21h30 quando a banda apareceu no palco. Duff McKagan começou o riff de “It’s so easy” e me levou de volta à adolescência naquele exato momento. “O Axl está cantando muito bem”, esse foi meu primeiro pensamento. O show seguiu com “Mr. Brownstone” e “Chinese Democracy”.

Guns n Roses Axl no palco
Foto por Katarina Benzova / Divulgação

Nesse momento, a primeira explosão da noite aconteceu. O Slash trocou de guitarra e, só de ameaçar o riff, as pessoas presentes explodiram. Era “Welcome to the jungle”. O Axl deu seu grito característico para abrir a música e ela foi cantada do começo ao fim por todo o estádio. A noite seguiu com “Double Talkin’ Jive”, “Better” e “Estranged”. Me lembrei do quanto curtia “Estranged”.

Slash Guns n Roses 2016 São Paulo
Foto por Katarina Benzova / Divulgação

Mal deu o tempo de tomar um ar e veio uma sequência pesada que levantou a galera: o cover “Live and let die”, “Rocket Queen” e “You could be mine”. Se não me engano, já chovia muito nesse momento. O Axl saiu do palco e o Duff se posicionou para cantar a próxima canção. Quem tinha o DVD duplo, sabia que vinha “Attitude”, um punk rock cover do Misfits. O Axl voltou e falou alguma coisa antes de cantar a “This I love” do disco Chinese Democracy.

Em seguida, mais um grande momento da noite: “Civil war”, com direito a um pequeno protesto ao novo presidente Donald Trump: “look at the fear Trump’s feeding”.

A banda seguiu com “Coma” e, ao final dessa canção, o Axl apresentou todos os membros da banda, da direita pra esquerda, acabando com: “e na guitarra, Slash”. Ao ser apresentado, ele tomou o centro do palco e fez sua famosa versão do The Godfather Theme. Quem era realmente fã da banda sabia o que vinha em seguida: a maior explosão da noite.

Como esperado, ao fim do tema do Poderoso Chefão, o riff de “Sweet child o’mine” coroou o que algumas pessoas (eu, incluso) estavam com dificuldade de entender: Sim, era o Guns n’ Roses tocando ali pra gente, como tocaram em 1992 naquele show do DVD. Todos sabiam a letra inteira, é claro, e o barulho era ensurdecedor durante essa canção clássica.

Ainda meio anestesiado ao final da canção, fui surpreendido com o que, pra mim, foi o momento mais bonito da noite: o dueto de guitarras do Slash com o Richard Fortus, tocando “Wish you were here” do Pink Floyd. Nessa hora, devo admitir que os olhos encheram de lágrimas. Mesmo sem vocal, a galera cantou a música enquanto os dois improvisavam em cima do tema.

Era novembro, estava chovendo, mas, por algum acaso, a chuva já tinha parado quando começou a “November rain”. O show poderia terminar ali que já estaria de bom tamanho, mas ainda tinha mais. Na verdade, tinha muito mais! As duas últimas canções foram “Knockin’ on heaven’s door”, cantada em peso pela galera e “Nightrain”, fechando o show. No DVD, curiosamente, essa era a música de abertura.

O Axl agradeceu e a banda saiu de palco. Comentei com meu amigo que a banda deveria voltar, pois faltava “Don’t cry”, “Paradise city”… Fui interrompido. A banda voltou. Vieram exatamente essas duas. Entre elas, ainda, o cover de “The seeker” do The Who. Eles se juntaram no meio do palco e agradeceram.

Guns n’ Roses São Paulo 2016
Foto por Katarina Benzova / Divulgação

Realmente aconteceu. Eu vi o Slash, o Axl e o Duff tocando as mesmas músicas que tocaram naquele meu DVD duplo. A noite ficará, com certeza, na memória por todo o resto da vida.


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