Jack White – Um cara plural

Em breve teremos novo álbum de Jack White e Ricardo Góis da RockCine preparou um texto sobre a carreira do músico

JACK WHITE, UM CARA PLURAL

            John Anthony Gilles nasceu em Detroit, em julho de 1975. Seus pais moravam num bairro de classe média baixa da cidade, trabalhavam na Arquidiocese local e tiveram dez filhos. Dez. Ele era o mais novo e antes de atender por Jack White, foi coroinha da igreja. Isso rendeu até uma participação em um filme, “The Rosary Murders” ( O Misterio do Rosário Negro ) e algum tempo depois, Jack foi aceito em um seminário em Wisconsin, EUA. Mudou de ideia quando descobriu que não poderia levar seu amplificador novo junto, e acabou em uma escola publica de Detroit.

jack white

Aos 6 anos de idade, tocava bateria e gostava de musica clássica. A guitarra, o blues e o rock dos anos 60 vieram na adolescência. Passou  pelo Goober & the Peas, ainda nas baquetas. Em um restaurante, conheceu Meg White, e então surgiu a vontade de montar uma “banda de dois”, um rock duo, ele na guitarra e ela nos tambores. Esquisito até se você pensar que mesmo as vertentes mais simplistas e básicas de rock tem guitarra-baixo-bateria como estrutura e ponto final. O White Stripes gravou cinco albuns – White Stripes, De Stijl, White Blood Cells, Elephant, Get Behind Me Satan e Icky Thump – e um EP – Waking With A Ghost.

The White Stripes

O estilo absolutamente cru dos primeiros álbuns atraíram a atenção de bastante gente, principalmente da cena rock inglesa do inicio dos anos 2000. A partir de White Blood Cells e Elephant o sucesso tomou proporção mundial, mesmo sem grandes esforços ou mesmo perfil para se manter como assunto constante na mídia. “Seven Nation Army”  ainda toca em qualquer festa de rock que se respeite em São Paulo e virou grito de torcida em campos de futebol e até na NBA. “Fell In Love With a Girl” tem um dos clipes mais legais da historia e uma versão espetacular de Joss Stone.

Clipe:

Cover:

Os álbuns seguintes mostravam alguma mudança nas composições. Não dá para dizer que Meg se tornou uma baterista refinadíssima e que a banda estava bebendo em fontes progressivas, mas musicas como “My Doorbell” e “The Denial Twist” são um tanto diferentes das gravações feitas na sala de Jack White em De Stijl, e já mostravam algum apetite de testar outras direções. 

Entre Get Behind... e Icky Thump, Jack formou outro grupo para lançar composições antigas, The Raconteurs. Lançaram dois álbuns e tiveram um single bastante executado, “Steady As She Goes”. O som da banda difere bastante do White Stripes, com referencias diretas do rock dos anos 70 e funciona, soando bem diferente dos White Stripes.

The Raconteurs

A mudança fez sentido para o músico que decidiu retornar ao seu instrumento de criança com The Dead Weather. Essa banda conta com membros do Queens Of Stone Age e The Kills e foi aclamada como “supergrupo”. A expressão é exagerada, mas o som tem força e a bateria  de Jack é muito bem tocada e se destaca enquanto faz uma cama perfeita para os vocais rasgados de Alison Mosshart e as guitarras bastante barulhentas nos três álbuns da banda.

The Dead Weather

De qualquer forma, esses projetos nunca foram mantidos com frequência. Em 2011, o fim do White Stripes foi anunciado, apos um hiato de quatro anos do lançamento de Icky Thump. Os projetos paralelos acabaram preenchendo algum espaço neste período, além da participação no excelente It Might Get Loud, documentário sobre historia/estilos de guitarra, onde ele divide as entrevistas com ninguém menos do que Jimmy Page e The Edge. White ainda soltou dois álbuns solo, Blunderbuss e Lazaretto, em 2012 e 2014, respectivamente.

Em 9 de setembro sai “Acoustic Recordings” um álbum de gravações acústicas de Jack, feitas entre 1998 e 2016, que incluem faixas inéditas, musicas do White Stripes e de sua carreira solo. A carreira do músico pode não ser frenética, mas é inegável que independente da empreitada, o homem tem assunto para dar e vender.

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