Marillion – Arte de produzir emoção na sua apresentação em São Paulo

Show da banda Marillion contou com clássicos que emocionaram o público de São Paulo. A banda ainda se apresenta hoje em Belo Horizonte.

Nossa equipe RockCine estava na apresentação que ocorreu em São Paulo e conta como foi, confira.

Marillion – Maravilhoso

O Encontro

Sexta dia 29 de Abril ocorreu o primeiro show do Marillion no Brasil no Tom Brasil, e eu não podia perder essa oportunidade já que havia perdido o show de dois anos atrás.

Pra começar essa jornada progressiva, além de assistir ao show, participei do meeting de fãs com a banda, pessoalmente, pouco antes da apresentação. Foi mágico! Os conheço desde minha adolescência, na década de 80 onde viajava com o som melódico progressivo e as capas dos LPs que eram pra mim obras de artes, feitas pelo  ilustrador britânico Mark Wilkinson usando técnica de airbush e com temas surrealistas.

Capa do álbum Misplaced Childhood - Marillion
Capa do álbum Misplaced Childhood – Marillion

Foi muito emocionante, e ao mesmo tempo uma experiência diferente. Os caras são de uma atenção e simpatia difícil de encontrar no meio artístico, devido ao tumulto e pouco tempo, consegui assinatura apenas do Pete Trewavas na capa do LP “Seasons End”, aquele que fez uma intro de baixo maravilhosa no single “Chelsea Monday”, música que infelizmente não foi executada na noite do show em São Paulo.

Show

Já tinha ouvido falar que o show deles tinha uma qualidade sonora excelente, o que realmente é verdade, a qualidade de som era cristalina e a mixagem deixando agudos, médios e graves tudo em seu lugar. Além disso, a execução instrumental e de efeitos foram primorosas para um show de rock progressivo.
Outra característica que torna tudo acima possível é a dinâmica e musicalidade da banda baseada em ótimas composições e melodia com técnica apurada.

Do começo ao fim a banda e principalmente o vocalista Steve Hogarth demonstraram que o que ocorreu no meeting não era falsidade, com muita atenção e carinho interagiram com o público que era em grande maioria da faixa etária entre 30 e 50 anos.
O pequeno gigante Trewavas, com seu baixo segurando os grooves com muita criatividade e sentimento. Ian Mosley, escondido atrás de sua batera (aliás, com mesmo set-up desde 1980) regendo e segurando tudo exatamente nota por nota com fills e ataques originais dos discos.
Hogarth, com uma voz impressionante, extremamente afinada e potente, além de sua excelente performance e teatralidade liderou muito bem todo show. Mark Kelly, sempre com seu bom gosto, musicalidade e sabendo encaixar lindos efeitos dos teclados na hora certa, sem dúvida ele e o guitarrista Steve Rothery trazem a viagem e sonoridade emotiva da banda!

Eles tocaram 5 músicas no início não tão famosas, porém excelentes ao estilo peculiar da banda, mas houve uma delas, interessante pra mim que não conhecia, “Pour My Love” mostrando que a banda se aventura por outras regiões e estilos, uma balada romântica lembrando muito Simple Red.

Aí veio uma das esperadas pela maioria, “Sugar Mice”, quando começou o rife de guitarra o publico veio ao delírio!! O solo de guitarra foi demais, considerado um dos mais belos de Steve, então toda aquela emoção auditiva das viagens de quando era adolescente bateu forte, e ouvir e ver isso ao-vivo não deu pra segurar, chorei…

Para aproveitar o violão depois de um som mais folk, mandaram a “Easter”, outro hit esperado, coisa linda!! Letra maravilhosa sobre significado da Páscoa, onde cegos veem e o perdão é incentivado! E aí mais um dos grandes solos de guitarra!!

Enfim chegou a hora de “Kayleigh”, creio que maior sucesso da banda, igualzinha ao disco, solo magnífico mesclado com rock feito para a mulher,  algo que não se vê muito hoje em dia. O Célio Ramos, diretor da Escola EMT disse outro dia que está faltando banda de rock que faça som para as mulheres, “a la Witesnake, Bon Jovi etc..” talvez por isso “Kayleigh” virou Hit, e o rock anda perdendo muito pra outros estilos.
Com certeza esse show teve seu momento ROCKCINE,  a música “You’re Gone” foi dedicada aos astros de cinema e música que não estão mais conosco.
O vocalista cantou durante boa parte da música com uma palheta, como o nosso logotipo, na testa….

No primeiro Bis, a performance da Banda foi espantosa em “The Invisible Man”, com atenção especial a Hogarth. A música é uma espécie de World Music Progressiva com duração de mais de 12 minutos.

No segundo Bis a casa veio abaixo começando com o hit  “Beautiful”  de 1995 e com a acachapante e antigassa “Garden Party” do primeiro disco “Script For A Jester’s Tear” de 1983, esta última foi grande surpresa de todos.

Show da banda Marillion em São Paulo
Show da banda Marillion em São Paulo

A Emoção

Uma vez um professor de cinema me disse que se a arte não produzir emoção ela fica vazia, não vale, não tem muito propósito, e eu concordo e levo isso comigo como principal característica para avaliar qualquer tipo de arte, e esse show do Marillion cumpriu com sua missão, a de Emocionar!!

Banda Marillion

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